28.07.2010

Empresas brasileiras incentivam a promoção e o desenvolvimento da indústria angolana

Quarenta empresas exportadoras brasileiras participaram da 27ª Feira Internacional de Luanda (FILDA), de 20 a 25 de julho, em Luanda, Angola. O Pavilhão do Brasil foi organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), que, desde 2003, leva companhias brasileiras para negociar com potenciais compradores africanos que visitam a FILDA.
 
Entre os eventos durante a semana, a Apex-Brasil participou do encontro com cerca de 90 empresários brasileiros da missão da Confederação Nacional da Indústria (CNI), integrantes do pavilhão brasileiro na Filda, com representantes do Governo de Angola, para conhecer o Presild - Programa de Reestruturação do Sistema de Logística e de Distribuição de Produtos Essenciais a População. 
 
O programa é desenvolvido dentro da política governamental de substituir as importações e promover o desenvolvimento da indústria angolana, incentivando a produção própria. Para isso incentivam os investimentos estrangeiros e têm grande interesse no Brasil, devido à proximidade cultural, além das fortes relações comerciais com o país. O programa também contempla investimentos em infraestrutura e logística, e ações que garantam, por meio de uma central de compras, o abastecimento interno dos diversos produtos que ainda não são produzidos pelo país.
 
"A Apex-Brasil será nosso ponto de contato com as empresas brasileiras para abastecermos essa central de compras e buscarmos investidores brasileiros interessados nos empreendimentos angolanos", disse Ruy Madureira, assessor da Presild. Ele lembrou que Angola passou por uma longa guerra civil, que durou mais de 30 anos e terminou em 2002. "Ainda há muito a fazer pela reconstrução do país e precisamos de parceiros que estejam comprometidos com o desenvolvimento de Angola", disse.
 
A Apex-Brasil, que se prepara para abrir um Centro de Negócios em Luanda, já atua na articulação com empresários locais, identificando oportunidades de negócios para as empresas brasileiras em Angola, país que está entre os mercados prioritários para a Apex-Brasil na África.
 
Intercambio comercial
 
O fortalecimento desta relação comercial teve forte impulso nos últimos anos e resultou em expressivo aumento do intercâmbio comercial. Entre 2005 e 2009, a corrente de comércio Brasil-Angola evoluiu de US$ 520 milhões para US$ 1,5 bilhão, correspondendo a uma variação positiva de 182,6%.
 
A diversidade de produtos ofertados pelo pavilhão brasileiro na FILDA 2010 reflete o movimento observado desde 2002, quando teve início a reconstrução do país após quase 30 anos de guerra civil. Desde então, muitas empresas brasileiras se instalaram em Angola, a partir das oportunidades geradas por esse processo de recuperação da capacidade produtiva do país, especialmente na área de infraestrutura, oferecendo produtos e serviços diversos demandados pelo mercado angolano.
 
Dia do Brasil na Feira Internacional de Luanda (FILDA)
 
No Dia do Brasil, comemorado no pavilhão brasileiro, o espaço recebeu mais de mil visitantes. O evento foi aberto pelo diretor de Gestão e Planejamento da Agência, Ricardo Schaefer, e pela embaixadora do Brasil em Angola, Ana Lucy Cabral Petersen.
Ricardo Schaefer, destacou que o momento é de celebrar e ampliar a parceria que Brasil e Angola mantêm desde 2003, quando teve início a participação brasileira na FILDA, organizada pela Agência.
 
Participam da FILDA este ano 40 empresas brasileiras de diversos setores, com destaque para máquinas e equipamentos, alimentos, veículos, materiais para construção e serviços, além das franquias, representadas pelo projeto Franchising Brasil, desenvolvido em parceria da Apex-Brasil com a Associação Brasileira de Franchising.
 
Pavilhão brasileiro
 
Com um espaço de cerca de 700 m², o Pavilhão Brasileiro está localizado na ala internacional, com representantes de vários setores, interessados no grande potencial para produtos e serviços brasileiros no continente africano, particularmente em Angola, que é hoje o principal parceiro comercial do Brasil na África e um dos maiores destinos de exportações brasileiras. 
 
Estão representados os seguintes setores: agronegócio (alimentos e bebidas e tecnologia agropecuária); artigos pessoais como calçados, vestuário, perfumaria, produtos de limpeza; casa e construção; produtos químicos e farmacêuticos; máquinas, equipamentos e motores; veículos; serviços de cinematografia, impressos, arquitetura e engenharia.
 
Centro de Negócios de Angola
 
Os preparativos para a abertura do CN de Angola estão adiantados e a inauguração deve ocorrer até o final do ano. O diretor da Apex-Brasil, Ricardo Schaefer, está em Luanda e, juntamente com o coordenador de Imagem e Acesso a Mercados da Apex-Brasil, Gilberto Lima, escolheu o lugar onde o escritório será instalado, contratou o escritório de advocacia que prestará assessoria ao CN e selecionou um executivo para gerenciar a unidade.
 
O CN estará localizado no bairro Talatona, região de expansão da cidade, que concentra as atividades empresariais de Luanda. "O CN será voltado ao fomento dos negócios entre Brasil e Angola, além de apoiar os empresários brasileiros em suas atividades no país", explica o diretor, acrescentando que os trâmites legais para a instalação do escritório já foram concluídos. Schaefer também se reuniu com a embaixadora do Brasil em Luanda, Ana Lucy Cabral Petersen, para articular estratégia conjunta de atuação no país.
 
Em Luanda, Ricardo Schaefer participa ainda da Conferência do Conselho de Ministros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, onde estão sendo discutidas esta semana as relações empresariais no âmbito da lusofonia. "Este é um dos eixos de atuação da Apex-Brasil dentro das diretrizes da política externa do Governo Federal", explica. A presidência da CPLP acaba de ser transferida para o presidente de Angola, José Eduardo dos Santos.

Fonte: Apex-Brasil