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Muitas causas dificultam o escoamento eficiente das safras agrícolas e agravam os gargalos logísticos, no trajeto dos centros produtores aos portos. Os prejuízos consequentes são altos. Políticas adequadas podem melhorar essa situação. O preço marcado a mercado da commodity pode aumentar de 30% a 40%. No mundo todo, preço varia conforme o mês da entrega do produto na conveniência do mercado. Para antecipar a entrega e ter melhor condição da sua venda, o exportador depende de uma logística alinhada com seu negócio. Para atenuar a resistência da logística agrícola é preciso tratar adequadamente fatores como: armazéns mal localizados em relação à produção, para evitar a venda precipitada e viabilizar a negociação sem pressão dos fretes; falta de estrutura de armazenagem na interface modal, para regular a transferência, por exemplo, entre trens e barcaças, e evitar ao mínimo a parada dos veículos devida a esperas; carência de áreas concentradoras nos portos, para ajustar a aceitação de navios e compensar a delonga da descarga do transporte terrestre, em relação ao carregamento dos navios, inclusive com sistemas tecnologicamente mais complexos e eficientes; evitar que movimentações de determinados terminais impacte os demais. Ademais, a expansão da fronteira agrícola ocorre com maior velocidade do que são realizados os investimentos necessários. Implementar política comercial para o setor ferroviário focada no transporte da safra plurianual vai permitir uma programação mais adequada para o escoamento e margem mais favorável, principalmente no pico da safra. Fala-se em criar um ministério da Logística. Mas, parece que a solução está em criar políticas de logística vinculadas à política agrícola do governo. Ou seja, os projetos de produção devem agregar soluções para o escoamento dos produtos. (Editorial). | |
| Fonte: PortoGente-Santos | |